Não conseguiremos mais sustentar os discursos éticos na política ?
Talvez essa resposta seja mais complexa do que aparenta. Devido ao excesso de detalhes que foram sendo incorporados às campanhas eleitorais, cada vez mais barulhentas e caras, onde a aposta do poder econômico no vislumbre do eleitor pela ideia de escorar-se em “pau que dá sombra” tem definido resultados.
A figura do cidadão político-militante está cada vez mais ausente das disputas eleitorais, em detrimento de representações ostensivas de indivíduos já vinculados, de alguma forma, aos poderes prevalentes.
O pobre não é representado por líderes comunitários engajados, mas por cidadãos muitas vezes hilários, tornando o pleito uma “brincadeira” entre o “preparado” e o “despreparado” cultural e economicamente, buscando agradar ao eleitor com os instrumentos que possui.
Ao final, com larga faixa de vitórias aos compradores de voto, se um daqueles “engraçados” for eleito , sua adesão aos vícios postos será, também, imediata.
No interior do estado, no último pleito para prefeitos e vereadores, um cabeleireiro rogava a piedade do eleitorado, pois que era muito pobre e se candidatava para que o “bolo” fosse dividido. Surtiu efeito. Entre a brincadeira e a piedade, tornou-se vereador, e seu mandato foi servil e corrompido. Agora não quer mais cortar cabelos, pois que já consegue comprar votos.
Em paralelo, um líder comunitário, militante engajado, com histórico de lutas em defesa da coletividade, beirou a suplência, mas não obteve votos suficientes para a eleição.
A garantia da vitória ao comprador de votos é terreno preparado desde antes, pois a exibição do poderio econômico atua no imaginário coletivo, e casada com acessos a outros poderes, por todos conhecidos pela venalidade crescente, faz dos candidatos pseudo-heróis de um povo sem identidade política, sem cultura de lutas coletivas.
Em qual espaço, alocar-se-á a ética?
Nosso analfabetismo duelando com nossa cultura opressora, sempre nos esmagará.
Haveremos que ter um pouco mais de autonomia, independência no pensar e no agir, para fomentar um tempo onde a democracia seja mais que um rótulo vencido.
Hoje, as altas caixas de som e os bordões, confundem o pensamento, insuflam o fanatismo e nos fazem esquecer da profundidade do tema em pauta.
Ainda não estamos em tempos de cidadania.





Respostas de 2
MAIS UMA VEZ O INVESTIMENTO PESADO EM PROPAGANDA ELEITORAL ENGANOSA QUE LUDIBRIA O POVO É FORTE NESSA ELEIÇÃO, ONDE NÃO SE CONSEGUE DISTINGUIR OS CANDIDATOS UM DO OUTRO. ONDE O NOVO QUE SE APRESENTA NÃO É NOVO, ONDE MAIS DO QUE NUNCA A COMPRAR DE VOTO JÁ ESTÁ A TODO VAPOR NA PERIFÉRIA. INFELIZMENTE É A MESMA NOVELA MINHA AMIGA ANA E NÓS JÁ SABEMOS O FINAL
SABE O QUE EU ACHO DE TUDO ISSO???
EU ACHO É TOOOOOOOOOOOOME!