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É cedo descartar PMs das investigações sobre terrorismo

É cedo descartar a participação de policiais militares nos atos de terrorismo registrados em Brasília.

Os golpistas acampados na frente dos quarteis em todo o Brasil se dividiam em hierarquias, sugerindo um comando central. Algo próximo da disciplina militar:

  • Cultos e orações aconteciam ao mesmo tempo;
  • Havia a hora de cantar o hino nacional, também em ação coordenada;
  • Balançavam bandeiras na frente de carros, estimulando buzinaço, também ao mesmo tempo;
  • Escala de plantões. Sim, os golpistas tinham hora de entrar e sair, rendendo equipes.

Tudo isso transmitido nas redes sociais, em lives. Todos assistiam todos e todos fiscalizavam todos.

Desde a destruição de prédios públicos em Brasília- o pior atentado a instituições públicas na história da República- circulam narrativas para diminuir o tamanho da estrondosa repercussão.

Narrativa direcionada para os eleitores que têm um pensamento bastante próximo do jornalismo policialesco. “Bandido bom, bandido morto”, atira primeiro, pergunta depois” são algumas frases repetidas há décadas pela imprensa do gênero.

Nada é separado. Tudo atua em conjunto.

Lembra dos discursos dos terroristas? Das palavras de ordem? São bem próximas do gênero policialesco.

É disso que estamos falando. Incluindo policiais que se elegem com discursos policialescos, mas os personagens são os pretos e pobres periféricos.

Os vestidos de verde e amarelo estão fora destes padrões.

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