A dez dias do início das convenções partidárias (o prazo final é 30 de junho,

um sábado), nenhum partido político arrisca dizer, com certeza, quem enfrentará quem nas urnas. O clima de indefinição existe na capital e no interior. Em Arapiraca, o PSD deve marchar com a deputada federal Célia Rocha (PTB), mas o secretário de Articulação Política, Rogério Teófilo (PSDB)- que não sobe nas pesquisas, mesmo com apoio do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB)- quer puxar os vereadores da legenda.
O resultado é que, em Arapiraca, Vilela não deve brigar com Célia nos palanques. O Palácio República dos Palmares dá como certa a vitória dela. Mas, apostam em uma reviravolta.
Em Palmeira dos Índios, o principal nome da oposição, o ex-prefeito de Igaci, Petrúcio Barbosa (PTB), é cotado para reunir o grupo contra o prefeito, em busca da reeleição, James Ribeiro (PSDB). Mas, Barbosa corre o risco de ficar de fora da cabeça de chapa e virar apoio a deputada estadual Patrícia Sampaio (PT)- com discurso mais forte contra os tucanos, mas uma dúvida se o falatório tem o poder de convencer o eleitor.
Pior indefinição é a de Maceió. O PSDB acena publicamente o nome do deputado federal Rui Palmeira, mas o tucano não entra no mesmo ritmo de convencimento na disputa. Tenta um vice do PSC (a ex-secretária de Turismo de Maceió, Claudia Pessoa) ou o deputado federal Maurício Quintella (PRB), que há tempos desistiu de disputar a Prefeitura da capital.
“Convenção só no dia 30 de junho”, adianta o deputado estadual Jeferson Morais (DEM)- o terceiro (em uma lista de três) na linha de prioridades do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). O primeiro é Rui Palmeira; o segundo, o deputado federal Givaldo Carimbão (PSB).
Rui Palmeira terá uma pedra no sapato, na eleição: explicar porque virou garoto propaganda de um programa de distribuição de colírios em Maceió, que acabou em um desvio de R$ 14 milhões, detectado pelo Ministério da Saúde.
O PPS e o PP são as duas legendas periféricas na disputa palacista. Correm por fora com os nomes de Nadja Baía e Marcelo Palmeira, indicado pelo senador Benedito de Lira (PP) para a Secretaria Estadual de Assistência Social. Nem são citados pelo chefe do Executivo Estadual- nas discussões sobre os nomes para a Prefeitura da capital.
Marcelo Palmeira aparece em vídeo, na internet, negociando com cabos eleitorais, testemunhos para derrubar o então vereador Nery Almeida, primo do prefeito Cícero Almeida (PP). No vídeo, Marcelo distribui dinheiro e promessas e ouve o “canto da Sereia” de qualquer político: “Doutor, tô desempregado”. Oportunidade e dinheiro na mão, como se vê no material.
O DEM tentou, esta semana, atrair o PPS- Nadja Baía seria vice de Jeferson Morais. Ouviu do secretário da Pesca, Régis Cavalcante, o chefe dos socialistas, que o partido vai para a disputa com Nadja Baía. O Governo acha difícil a candidatura prosperar e, por enquanto, não empata as articulações. Até o dia 30, espera o Governo, o horizonte deve mudar. E o desejo do PPS vira obrigação: apoiar, sem divisões, o quê o governador decidir.
“Nosso campo tem três pré-candidatos: o (deputado federal) Rui Palmeira (PSDB), o (deputado federal) Givaldo Carimbão (PSB) e o (deputado estadual) Jeferson Morais (DEM). O Marcelo Palmeira (secretário Estadual de Assistência Social) poderá ser o quarto candidato. Vamos avançar um pouco e ver se é possível compor, se não der, bem. O ruim é quando a gente olha de um lado para outro e não tem nenhum candidato. Ter muitos não é um problema, é democracia”, disse Vilela. Ele aposta em bola dividida, nesta eleição, para confundir os dois goleiros da oposição: os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor (PTB).
Oposição quer apito
E o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT)? É candidato, mas, como Collor e Renan já perceberam que o governador terá mais de dois candidatos na disputa- pelo menos esse é o quadro atual- prepara o presidente da Câmara de Vereadores de Maceió, Galba Novais (PRB).
Até o dia 10 de junho, Novais terá de resolver uma pendenga jurídica: se a Câmara continuará a ter 21 vereadores ou se haverá “reajuste” de legisladores municipais.
“Não podemos caminhar na contramão da história e transformar a representação do povo de Maceió, minha querida cidade, numa estória de desrespeito aos mais elementares princípios da administração pública: seja de caráter administrativo, financeiro, orçamentário, organizativo ou processual. Tenho reiterado que o nosso Poder Legislativo não tem condições de absorver mais dez parlamentares elevando, dessa maneira, para 31 o número de vereadores para a próxima legislatura”, disse Novais, em seu blog, no portal Cada Minuto.
A imagem de “caçador de marajás”- a mesma de Collor, usada há 20 anos, na Presidência da República- tenta convencer o eleitor das diferentes intenções do chefe do legislativo na capital.
Novais tenta um vice do PT, mas a legenda lhe ofereceu resistências sobre sua filiação; o PT do B discute o nome da deputada federal Rosinha da Adefal, mas o partido de Marco Toledo oferece o nome dela ao governador- o campo oposto.
É praticamente certo que o PMDB mantenha a indicação do secretário Municipal de Infraestrutura, Mosart Amaral, como vice de Lessa, que quer brigar com todos e resolver, este ano, um fantasma que assombra há duas eleições: sua inelegibilidade.
Se não for vice de Galba, o partido da presidente Dilma Rousseff, o PT, ficará de fora da majoritária. Vai brigar por espaços nas proporcionais da capital. Como quer Renan e Collor, os comandantes da nau petista em Alagoas.
O PSD tenta fechar apoio nas proporcionais com PMDB e PDT em Maceió. A discussão está sendo fechada com o deputado federal João Lyra (PSD).
Eleição com ‘quase’ fichas sujas
Em algumas cidades do interior, não há certeza sobre o cenário eleitoral. Em Palmeira dos Índios, 12 partidos- incluindo o PT- se unem para enfrentar o tucano James Ribeiro- que disputa a reeleição. Como ainda não foi condenado por nenhum tribunal, James Ribeiro apenas responde a uma ação de improbidade administrativa na Operação Sanguessuga. Tem o apoio do governador e do senador Renan Calheiros.
A oposição quer lançar Petrúcio Barbosa, ex-prefeito de Igaci, e que tenta convencer o grupo de que não tem condenação do Tribunal de Contas da União (TCU)- pela passagem naquela Prefeitura. Se tiver- ao contrário de James Ribeiro- não poderá disputar a eleição de Palmeira. Será ficha suja. A definição deve sair nos próximos dias.
A opção é que Patrícia Sampaio assuma o lugar do candidato preferido do senador Fernando Collor. Será, então, Collor e PT em Palmeira.
O PSD tenta ser vice de Patrícia; assim como quer ser vice em Santana do Ipanema, do médico Gustavo Pontes de Miranda, apoiado pelo ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, Isnaldo Bulhões. Ele enfrenta o deputado estadual Marcus Ferreira (PSDB).
O partido aposta como certa a vitória de seu candidato na Barra de Santo Antônio, Rogério Farias. Em outubro de 2010, ele foi preso por falsificar votos em Porto de Pedras e, por isso, perdeu o mandato via Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Outra força nas urnas é em Matriz de Camaragibe. O ex-prefeito Marcos Paulo é filiado ao PSD. E se tornou famoso em todo o País: preso, pela Polícia Federal, na Operação Gabiru, que investigou o desvio de verbas da merenda escolar do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).









Uma resposta
eugortaria q vcs visitasemj matiz a imundice q a cidade é manda um fiscau la para ver a cidade q tudo la fede mas é muito bonita se o prefeito tomasse conta rouban mas do que ladrão passei 6 meses la e vi o sofrimento das pessoas gostaria q o governador de alagoas fizese uma vizita mandasse pms para a cidade cuidar no periodo da noite e fisece uma linpeza na cidade mito obrigado