Nesta quarta-feira, 2 de abril, os Estados Unidos iniciam uma nova rodada de tarifas sobre importações, conforme anunciado pelo presidente Donald Trump, que chamou o dia de “Dia da Libertação”.
O objetivo das tarifas é equilibrar a balança comercial americana e proteger a indústria nacional, afetando setores como automóveis, aço, alumínio e produtos farmacêuticos.
Embora os detalhes precisos das alíquotas ainda não tenham sido revelados, Trump já indicou que as medidas impactarão países como Brasil, União Europeia, Canadá, México, China e Coreia do Sul.
A política tarifária busca impor taxas semelhantes às que os EUA enfrentam em suas exportações, com Trump argumentando que as novas tarifas visam combater práticas comerciais desleais e incentivar a produção interna.
Entre as principais medidas estão: uma tarifa de 25% sobre automóveis importados, um aumento de 20% nas tarifas sobre produtos chineses, e tarifas adicionais sobre produtos farmacêuticos, cuja alíquota ainda não foi definida.
No Brasil, a decisão gerou preocupação, especialmente nos setores de aço e alumínio, que já enfrentam tarifas desde março. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as medidas e anunciou que o Brasil recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Caso a ação não resulte, o governo brasileiro considera implementar tarifas sobre produtos americanos. O vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou que o Brasil aguardará os anúncios oficiais antes de definir sua resposta.
No Congresso, há discussões sobre endurecer a política comercial contra os EUA, com a aprovação do Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, que permitirá ao Brasil retaliar tarifas.
Além disso, uma comitiva de diplomatas brasileiros foi enviada a Washington para negociar alternativas e isenções, enquanto o governo estuda ampliar acordos comerciais com outros parceiros para reduzir a dependência das exportações para os EUA.
