Qual a participação de Arthur Lira no depoimento de Luis Miranda, o “homem-bomba” do bolsonarismo e que acabou detonando o contrato entre Brasil e Índia para aquisição da Covaxin?
O Palácio do Planalto desconfia que Lira atua ao lado de Miranda, mas não aparece publicamente. O verborrágico parlamentar insinua ter provas devastadoras- até um vídeo com Bolsonaro.
E, claro, tudo isso é um presente para a CPI da Covid, que constrói o argumento (mais um) para o impeachment.
Miranda desafia o presidente da República a dizer que todas as denúncias são mentirosas.
E Bolsonaro não topou o desafio. Recuou e determinou a suspensão da negociação da vacina indiana, intermediada pela farmacêutica brasileira Precisa Medicamentos.
Já dava sinais ontem, ao mostrar não ter o controle sobre todos os contratos nos ministérios. Estranho argumento de quem sempre se disse honesto. E uma duríssima derrota porque neste final de semana o rebanho bolsonarista usava as redes sociais para tentar virar o jogo, colocando Renildo Calheiros, irmão de Renan Calheiros, na mira da CPI.
Não deu certo. Agora a desconfiança vai para Arthur Lira, que ainda não deu sua versão para toda esta bagunça.





