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Cresce pressão para Arthur Lira colocar impeachment em pauta

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), virou um dos personagens mais comentados das redes sociais nas últimas horas. O motivo é para que ele leve a plenário os pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro, agora turbinados com os depoimentos dos irmãos Miranda na CPI da Covid-19. Os dois levantaram suspeitas de corrupção para a compra da vacina indiana Covaxin e possível omissão do presidente da República, que foi avisado e silenciou sobre o assunto.

Por causa destas denúncias, a oposição puxa para o dia 3 de julho o coro das manifestações pelas ruas do país, a favor do impeachment. Será o terceiro protesto na pandemia.

Lira e seu grupo político, o Centrão, são os principais fiadores do mandato de Bolsonaro. O Centrão é o mais beneficiado na República, na rifa de cargos em ministérios e estatais. O presidente da Câmara é o “dono” do tempo quando se fala da aprovação das reformas para o Estado Zero, preservando a elite do funcionalismo público brasileiro e sacrificando quem está fora da patota, além das privatizações, como a da Eletrobrás, aprovada na semana passada sob pesadas críticas até de aliados do deputado federal, como a Fiesp e Fierj.

Mas também se sabe que o parlamentar alagoano deixa de lado o personagem diplomático que inventou para si mesmo, à medida que a temperatura política sobe. O mercado pressiona pelas reformas e a popularidade em queda de Bolsonaro faz ele ampliar a lista de bravatas, agressões e promessas sem valor. Lira é um agente do mercado mas também está de olho no movimento das ruas. Seu personagem pode descer do salto a qualquer momento.

E a fúria de Lira, de longe, não é santa…

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