CPI BMG Master, proposta por Eudócia, pode atingir JHC? Veja o que diz o requerimento

A senadora Eudócia Caldas pediu e conseguiu as 28 assinaturas dos colegas para protocolar o pedido de CPI para apurar possíveis irregularidades em operações de crédito consignado ligadas ao INSS, mas com foco no Banco Master e Banco BMG.

Proposta de Eudócia é mais ampla. Na justificativa, a senadora aponta indícios de problemas na oferta de crédito consignado, incluindo “concessão de crédito sem transparência”, “averbações indevidas”, “utilização abusiva de correspondentes bancários”, “venda casada de produtos financeiros” e “descontos não autorizados”. Segundo ela, também há suspeitas de favorecimento institucional a determinadas instituições financeiras.

Sobre o Banco Master: ela cita a expansão do cartão de crédito e consignados do banco mas também as investigações da Operação Compliance Zero, com a “possível existência de operações financeiras sem lastro econômico compatível, gestão fraudulenta e prejuízos bilionários”.

É neste ponto que a CPI se aproxima de JHC porque foi na gestão dele que o Iprev adquiriu títulos podres, R$ 117,9 milhões, do Master. A Prefeitura defende a licitude da operação e anunciou meios para recuperar o dinheiro.

Defensor das investigações na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida por ele, Renan Calheiros não assinou o pedido de CPI. Renan diz que irá convidar membros do IPREV antigos e atuais além do secretário Municipal da Fazenda João Felipe Alves Borges para esclarecimentos na comissão, que não tem poder para convocar. Por isso eles podem negar o convite do senador.

A CPI BMG Master virou ringue entre Eudócia e Renan. Ela acusa Renan de corrupção e associa o senador às fraudes do BMG. Renan nega e afirma que os “ladrões do IPREV” em Maceió terão de devolver o dinheiro.

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