A prisão de Alan Cavalcante do Nascimento, o bilionário empresário do ramo de mineração, pode revelar novos personagens também em Alagoas, porque tanto a complexidade do esquema de corrupção revelado pela Polícia Federal, mais a quantidade de envolvidos, mostram que é preciso muita gente para acobertar tantos rastros, incluindo a exibição de luxo do próprio Alan.
Só como exemplo: prefeitos de algumas cidades desfilam um padrão de vida muito além dos seus ganhos. O mais estranho é que nem juízes ou promotores desconfiem, pelo menos, da condição de vida do povo e a ostentação dos cofres públicos.
Nem é preciso ser um gênio para concluir que há algo errado. Ou juízes e promotores prevaricam na função pública, em nome de interesses nada republicanos, ou a rapinagem virou instituição oficial.
Voltando a Alan Cavalcante: como alguém sem herdar fortuna alguma acumulou tantos bens, em tão pouco tempo e em Alagoas, um lugar pequeno e teoricamente mais fácil de saber os rastros do dinheiro?
A Polícia Federal pode ajudar a revelar as entranhas do poder . E dos poderosos locais.





