Maceió terá R$ 5,3 bilhões no orçamento de 2024, 29% a mais que o aprovado para 2023 (R$ 4,1 bilhões). Orçamento que esconde um segredo: a forma de gestão do Hospital da Cidade, o primeiro equipamento mantido 100% pela Prefeitura e no centro de uma polêmica, levantada pelos calheiristas: R$ 266 milhões pagos por um hospital com poucos equipamentos e andares inteiros vazios.
O Hospital da Cidade será uma SSA, sigla para Serviço Social Autônomo. Não terá capital privado, contará com CNPJ e orçamento próprios, mas ligado à estrutura da Prefeitura. Traduzindo: autonomia financeira e administrativa, 100% SUS e gratuito.
Isso vai permitir que o HC contrate pessoal em regime próprio, através de um processo seletivo mais simples, sem concurso público. Insumos e equipamentos serão comprados diretamente, sem ligação com o sistema de licitação da Prefeitura. Com as decisões tomadas de forma mais rápida e numa estrutura própria, o conselho de administração do HC poderá suprir de maneira mais rápida a falta de leitos, equipamentos e contratação de pessoal, definindo metas, além de programas de qualidade e produtividade algo, por exemplo, que o Hospital Geral do Estado (mantido pelo governo) não tem condições de fazer.
É o modelo adotado pelo Hospital de Base do Distrito Federal, que comemora os resultados.





