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Como a ditadura administrou o vazio do poder em Alagoas, após veto a Muniz Falcão?

Quando o Exército cercou o prédio da Assembleia Legislativa de Alagoas, pressionando os deputados a não referendar a vitória nas urnas de Muniz Falcão, eles também não escolheram quem, afinal, sucederia o governador Luiz Cavalcante.

Como, então, a ditadura administrou esse vazio do poder em Alagoas?

Em 3 de dezembro de 1965, o general Antônio Carlos da Silva Murici- comandante da Sétima Região e enviado a Alagoas no mês de setembro a mando do presidente Castelo Branco- escreveu uma carta de três páginas explicando a situação política do Nordeste mas com atenção especial a Alagoas.

Ele pedia uma solução rápida para o impasse alagoano. Segundo ele, Muniz Falcão espalhava pelo Estado a informação de que haveria eleições diretas para governador. E ele se tratava, mais uma vez, como favorito.

Apenas um mês depois, em janeiro de 1966, a ditadura encontrou uma alternativa: nomeou um interventor, o general João Batista Tubino que deveria permanecer pouco tempo no cargo, mas só saiu nove meses depois.

Enquanto isso a ditadura escalava o endurecimento do regime.

Mais histórias sobre a ditadura no livro Alagoas: Ditadura, Subversivos, Heranças, de Odilon Rios.

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