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Ditadura escolhe governador sob medida para Alagoas

Era emblemática a presença do presidente Castelo Branco a Maceió naquele 13 de agosto de 1966. Alagoas não tinha um governador mas um interventor, nomeado pelo presidente porque os deputados estaduais não escolheram o substituto de Luiz Cavalcante. Era o general Tubino, pouco ou quase nunca lembrado na história alagoana.

Foi a mão dele que Castelo Branco apertou ao visitar Maceió naquele agosto. Em discurso no Palácio Floriano Peixoto, então sede do Governo, o presidente comemorava o “triunfo da contrarrevolução”, aquela que veio para impedir os inimigos do Brasil de darem um golpe. Isso fez com que os militares fossem ainda mais rápidos, e dessem um golpe antes do golpe.

Por isso a revolução, disse o marechal Castelo Branco, havia chegado ao poder: para assegurar a democracia e uma administração moralizadora.

Chama a atenção o presidente falar em democracia ao lado de um governador nomeado por ele, Castelo Branco, após os deputados estaduais serem obrigados, sob forças das armas do Exército, a rejeitar Muniz Falcão, escolhido pela maioria para o Governo.

O discurso, bastante disputado por autoridades locais, não foi acompanhado pelo povo. Literalmente ele estava do lado de fora do Palácio.

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