Por Ana Gomes
Estamos vivendo uma experiência dura, dolorosa e muito perigosa, talvez nunca vista antes, porém prevista anteriormente por alguns pensadores, desacreditada por outrem que preferem não buscar fundamentação.
A verdade é que o momento carece de atenção e sabedoria suficiente para promover entendimento, discernimento. São muitos a falar e muito mais a reproduzir com naturalidade o que é posto, em consonância com o contraditório, sem se certificarem de quem é o autor e o que objetiva tal expressão, tal regra. Lá se vão, copiando e transmitindo a todo vapor, a desconstrução do tudo, incluindo um Brasil possível para todos.
O que estão plantando? Que colheita esses seres estão esperando? De certo, não se sabem. É bem provável que não conheçam o seu fim, onde chegarão com as mudanças buscadas em pessoas inadequadas.
O tempo está caótico, desordenado. Falta amor, humanismo nas pessoas. Está crescendo o ódio, a intolerância, e a tirania está transparentes e verbalizadas. Por que será que não percebem a sua prática?
Nós mulheres que entendemos a importância do tempo de plantar e de colher, caminhemos a passos largos. Nós mulheres, pardas, negras, brancas, indígenas, mulatas, caboclas, de todas as etnias e raças, nós gordas, magras, professoras, médicas, enfermeiras, advogadas, do lar. Enfim, nós mulheres que escrevemos, o tempo é de plantar.
O Coletivo de Mulheres que Escrevem, proporciona a todas nós possibilidades de contribuição para plantar a mudança deste tempo que nos assusta, que nos exige resistência e luta. Um espaço para a troca e construção de conhecimento, de criação, de participação e ação para a transformação do atual contexto.
O que você está plantando? Flores? Feijão? Arroz? Produzindo poesias de amor? Está historiografando? Escrevendo Ciências? Política? Ficção? É Individualmente?
Mulherada que escreve, de certo que você entende que a hora de plantar é agora, plantar coletivamente.
Vamos construir esse território conosco. O Coletivo de Mulheres que escrevem nos propicia possibilidades de buscar preencher lacunas de espaços para nós mulheres nesta nossa sociedade endurecida. Nos nossos encontros, com mesas de debate bastante diversificadas, que se dão bimestralmente, ocorrem intercâmbios de ideias, expectativas de crescimento e visibilidade tão necessária atualmente.
A ideia é nos juntarmos, somarmos para que essa ausência do que aprendemos e acreditamos ser o melhor para a nossa sociedade não nos torne mulheres inexpressivas, frias, estáticas.
Venha conosco mulherada, empoderada, contribuir para o empoderamento de outras mulheres! Assim, seremos suficientemente fortes, combatentes e resistentes!









Respostas de 2
Mulheres nós temos uma força tão constante assim como o movimento de rotação sempre em qualquer pontinho da terra tem,uma mulher produzindo e isto é uma realidade mágica e poderosa devemos sim sempre estarmos unidas pra crescermos a cada dia.
Comentário de Aline P Cavalcante