Dom Walmor Azevedo é o novo presidente da CNBB. Ele tem um perfil mais próximo ao do papa Francisco: uma igreja que inclui em seus discursos e ações os mais pobres, os gays, os negros, as mulheres, os mortos nas ações policiais desastrosas
Nesta quarta-feira, na 57a Assembleia Geral, a CNBB enviou um duro recado ao povo brasileiro, mas direcionado a Jair Bolsonaro: os bispos dizem que a opção por um liberalismo exarcebado e perverso e ignorando a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades, concentra renda e empobrece ainda mais os pobres.
São 13 milhões de desempregados no Brasil. Mais 28 milhões subutilizados.
No Rio, o governador Witzel toma à frente nas ações policiais que se transformaram em genocídio. A tese do governador é que bandido bom deve estar morto. Mas o objetivo mesmo é criminalizar ainda mais os pobres e transformá-los em areia de cemitério.
Nas ruas de Curitiba, estudantes universitários protestam contra os cortes do Ministério da Educação em instituições públicas de ensino superior. Bolsas de mestrado e doutorado foram suspensas.
Enquanto isso, exércitos digitais convencem os brasileiros a desvalorizarem as universidades, onde todos os estudantes são traficantes. Portanto, podem ser descartados. Jogados numa cova como um lixo.
Sorte termos o papa Francisco e uma CNBB preocupados com um artigo raro nestes dias: ser humano.





