Ícone do site Repórter Nordeste

Cegos e alienados, omissos e vaidosos

Anna Elís Laurindo – estudante de Direito
Hoje, andando pelas ruas da Ponta Verde, em meio a prédios luxuosos, me deparei com um menino que saía às pressas de uma esquina. Estava mal vestido, mal cheiroso, e andava balançando os braços, com o peito para a frente, como se quisesse colocar medo nas pessoas.

Ele andava na minha frente. Sentou-se em um jardim mais adiante, e confesso que senti um pouco de medo. Mas, quando olhei para o seu rosto, até deixei cair uma lágrima ao ver aquele rostinho triste.

Aqueles olhos pretos que me olhavam, parecia mepedir socorro, um abraço, ou apenas pedia que olhasse para ele. Ele estava ali, existia. Era um ser humano, ali tinha uma vida.

Ele também sentia fome, sede, necessidade decarinho, atenção. Ele também precisava ser amado. Até quando vamos aceitar que crianças sejam abandonadas em meio às ruas e às praças?

A sociedade tem que entender que o poder é do povo! Somos cegos ou omissos?

Sair da versão mobile