A cena política baiana foi sacudida pela investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master, que expôs contratos milionários envolvendo figuras centrais do PT e da oposição. O caso ganhou força e se transformou em combustível para a disputa eleitoral, ampliando a polarização no estado.
O senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, foi citado em relatórios que apontam repasses de R$ 11 milhões para uma empresa ligada à sua família. Wagner nega qualquer participação direta e afirma não ter intermediado negócios com o banco.
Do outro lado, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto também aparece nas apurações. Sua consultoria teria recebido valores entre R$ 3,6 milhões e R$ 5,4 milhões do Master e da gestora Reag. Neto confirma os contratos, mas sustenta que não houve irregularidade.
O ex-governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, é apontado como responsável por decisões que favoreceram negócios do banco, como a privatização da Ebal e a expansão do cartão consignado Credcesta.
A repercussão é imediata no cenário eleitoral. O caso atinge diretamente os dois principais blocos políticos da Bahia, PT e União Brasil, e há relatos de um pacto de não agressão entre Wagner e Neto para conter danos. Ainda assim, aliados pressionam o presidente Lula a rever a posição de Wagner no Senado, temendo reflexos nacionais.






