95 dias separam a ação truculenta da Polícia Militar de Alagoas, mostrada por este blog, e a assinatura do governador Renan Filho, que é chefe das polícias, a uma carta com nomes de 11 governadores dando apoio ao STF, contra o avanço autoritário de Jair Bolsonaro sobre ministros da Corte.
A carta indica que os governadores estão prontos para acionar suas polícias contra ações que ameaçam a democracia. Recado ao presidente da República.
Em 13 de maio, Bolsonaro esteve em Maceió, sem convidar o governador para inauguração de uma obra pública- e já inaugurada por Renan Filho.
A PM de Alagoas não recebeu nenhum documento oficial do Palácio do Planalto, solicitando segurança ao presidente, que acionou o Exército, ignorando as forças estaduais.
Mesmo assim, o Comando da PM ordenou que se montasse operação de guerra para receber Bolsonaro.
PMs alagoanos ameaçavam sacar armas a quem protestava contra o presidente e protegiam pessoas que não obedeciam a um decreto estadual, assinado pelo governador, sobre o uso de máscaras.
Eram militares se comportando como uma gangue fardada ou uma milícia, servindo aos interesses do mandachuva do Palácio do Planalto.
Mas, o chefe das forças estaduais é o governador.
A quem a PM vai servir na defesa da democracia, se forem convocadas por Renan Filho?
Ninguém serve a dois senhores…




