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Basile: o antigoverno

Basile Christopoulos- Professor de Direito da UFAL e doutor em Direito pela USP. Foi candidato pelo PSOL ao Governo de Alagoas

O Brasil passou a ser liderado por um anti-governo, que busca por meio da destruição implementar o seu projeto político de nação.

Para isso foi nomeado o anti-ministro da Educação, cuja principal pauta é a destruição da educação pública em todos os níveis, seja pela redução dos recursos, prática já presente em governos anteriores, seja pelo ataque aos professores e às próprias instituições.

Há também o caso do filho anti-diplomata, que quer ser nomeado embaixador do Brasil nos Estados Unidos, mas chama presidentes de nações de idiotas, e se qualifica para o cargo em razão da sua experiência em fritar hambúrgueres e exalar a simpatia e delicadeza própria da família Bolsonaro.

O caso mais evidente e que agora parece se tornar o carro chefe do governo é o anti-ministro do meio-ambiente.

Um anti-ambientalista como classificou a ex-senadora Marina Silva em entrevista.

Um homem sem virtudes evidentes a não ser a de defender o desmatamento e o agronegócio em níveis tão radicais, que levaram Blairo Maggi e Kátia Abreu a fazerem discursos mais moderados em defesa da preservação ambiental.

O resultado catastrófico de sua gestão criminosa pode ser além do início do fim da floresta amazônica, o maior desgaste internacional do Brasil na sua história, onde se avizinham sanções internacionais que virão não apenas contra o agronegócio brasileiro, mas cujas repercussões podem afetar todas as relações brasileiras no mundo pelas próximas décadas.

Na economia, temos um governo do anti-desenvolvimento que busca aprofundar o regime de superexploração da classe trabalhadora, restringindo direitos básicos conquistados no século XX.

As principais pautas nos primeiros meses do governo foram reformas que não ajudam o país a superar a crise econômica que se instalou desde 2015, e o PIB tende a ficar estagnado em 2019.

A única medida concreta de estímulo econômico foi o anúncio do saque do FGTS de R$ 500 por conta, algo que fará cócegas na cambaleante economia brasileira.

Ressalte-se que a anti-diplomacia que vem sendo implantada pelo ministro mais surreal de todos, Ernesto Araújo, abalaram as relações com Argentina, nosso terceiro maior parceiro, e cuja crise atual promete anular os efeitos que poderiam vir da medida citada.

E a questão ambiental tão comentada pode afetar o recente acordo de livre comércio do Mercosul com a Europa, diante da manifestação de diversos líderes internacionais.

É bem verdade que o fogo não é novidade do governo Bolsonaro.

As queimadas ocorrem na Amazônia desde muito tempo e por diversos fatores, mas a condução incompetente do anti-governo parece desejar que o circo Brasil seja consumido de vez e sem retorno.

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