O perito Fortunato Badan Palhares reforçou a tese que o empresário Paulo César Farias foi assassinado pela namorada 
– Foi um lapso, mas temos anotações, minha agenda, vídeos que comprovam a altura, disse, mostrando o material da época, além da foto do corpo nas pedras do IML de Maceió, com uma régua.
Badan usou imagens fortes para costurar o depoimento dele: fotos dos corpos na cama- na casa de praia de Guaxuma, em Maceió- fotos das exumações (uma semana após o enterro)- e das necropsias.
– Houve homicídio e em seguida suicídio, reforçou.
Fortunato Badan Palhares, que elaborou o primeiro laudo, assinado por outros 10 peritos- mostrou ainda imagens da trajetória do sangue, da bala que matou Suzana, fotos de familiares (compando a altura), a bala que ficou alojada no corpo de PC e explicou porque, antes de chegar a Alagoas, defendeu que houve duplo homicídio:
– Tinha uma ideia diferente do caso. Ao chegar a Alagoas, vi que os peritos tinham feito um ótimo trabalho apesar das condições técnicas. Mudei 100% de opinião, explicou.
A diferença entre dois laudos, com resultados diferentes sobre as mortes intriga o júri e a plateia que assiste ao julgamento.
De um lado estão os 11 peritos originais do caso – comandado por Fortunato Badan Palhares. Do outro, seis peritos sob a batuta de Daniel Romero Munõz, que vai falar amanhã.
Badan Palhares aponta homicídio seguido de suicídio. Esse laudo é de 1996. Munõz assinou laudo em 1999, apontando duplo homicídio.
De um lado, o promotor Marcus Mousinho falava de um segundo laudo, da Universidade de Campinas (Unicamp), elaborado oito dias após a morte de Suzana, no qual três substâncias não foram encontradas nas mãos da vítima: chumbo, bário e antimônio, que vêm dos restos dos disparos.
A defesa leva em conta o primeiro laudo: as três substâncias foram encontradas, através do uso de algodão e água destilada, recolhendo os resíduos das mãos.
Segundo os peritos – que constataram homicídio seguido de suicídio – após o tiro em si mesma, a arma de Suzana foi arremessada pelo impacto. A outra bala disparada antes contra PC ficou alojada no corpo dele. A arma foi enviada a Salvador, para exames. Chumbo, bário e antimônio foram as substâncias encontradas nas mãos de Suzana. Nada nas mãos de PC.
Só que este método não é mais usado hoje por não ser confiável, disse um dos peritos, Nivaldo Cantuária.