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Assassinato de JK: alagoano foi testemunha

O jornalista Ivan Barros foi testemunha de um crime que somente na semana passada foi reconhecido como um assassinato: a morte do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek e seu motorista Geraldo Ribeiro.

Barros era repórter da Revista Manchete quando no domingo, 22 de agosto de 1976, foi pautado para cobrir o caso: o opala preto de JK foi destruído por uma carreta na rodovia Presidente Dutra, Rio de Janeiro.

O repórter foi um dos primeiros a chegar ao local. E testemunhou agentes da Polícia Federal alterando a posição do Opala e da carreta antes da chegada da perícia. Para dar a impressão de acidente. “Recebemos ordens superiores”, disse um dos agentes a Barros.

Semana passada a Comissão Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos, concluiu que JK e o motorista foram mortos intencionalmente.

Hoje Ivan Barros mora em Palmeira dos Índios.

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