Após afundar o solo em Maceió deixando milhares de pessoas desalojadas, a Braskem promete ensinar na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), sobre “transição energética, descarbonização industrial e uso de matérias-primas renováveis, com o objetivo de reforçar o papel da indústria na busca por soluções sustentáveis”.
A Mineradora virou dona de 25% de Maceió, ao comprar bairros inteiros em troca do pagamento de indenizações cujos valores são questionados na Justiça.
Segundo mostra o jornal Extra de Alagoas, a Braskem, durante a primeira semana da COP30, a Braskem participará de painéis promovidos no espaço da Confederação Nacional da Indústria (CNI), tratando de temas como “bioeconomia brasileira”, “carbono sustentável” e “caminhos para a descarbonização”.
No dia 13 de novembro, o vice-presidente de Inovação e Desenvolvimento de Novos Negócios Sustentáveis, Antonio Queiroz, participará de uma discussão sobre o papel da bioeconomia na transição de baixo carbono. No dia seguinte, o diretor de Energia e Descarbonização Industrial, Gustavo Checcucci, apresentará iniciativas da companhia voltadas à neutralidade climática.
Segundo a empresa, a estratégia se baseia na substituição gradual de insumos fósseis por matérias-primas de origem renovável e na ampliação de projetos voltados à eficiência energética. Um dos exemplos é o polietileno I’m green™ bio-based, produzido a partir do etanol da cana-de-açúcar, que já teria permitido a absorção de milhões de toneladas de CO₂ desde 2010.





