A 24ª fase da Operação Lava Jato deve acelerar a decisão do governador Renan Filho (PMDB) em unir o palanque de Maceió em torno de Rui Palmeira (PSDB).
O acordo é avalizado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Leva-se em consideração os efeitos da Lava Jato (com Renan-pai); a proibição do financiamento privado (menos dinheiro na campanha); a desarticulação do Chapão (Collor está mais próximo de Rui); o futuro político de Lula/Dilma.
Há uma indefinição sobre Rui Palmeira em 2018: vai disputar o Governo contra a reeleição de Renan Filho? Batalhará pelo Senado (haverá duas vagas, a de Renan-pai e Biu de Lira)?
O acordo deve ser fechado nos próximos dias.
Na segunda-feira (7), o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) e Rui anunciam o fechamento da aliança para a reeleição do prefeito.
Graças a Abrahão Moura, prefeito de Paripueira e articulador de Rui a mando do pai, o ex-ministro do TCU, Guilherme Palmeira, estão com o prefeito da capital, além do PDT: PP, DEM, Solidariedade.
Na oposição, PSB, do deputado João Henrique Caldas; PSD, de Cícero Almeida; e um provável PT. A vaga de vice é disputada pelo vereador Silvânio Barbosa.
O G8 (PRTB, PTdoB, PTC, PSL, PRP, PHC, PEN e PPL) pode negociar a candidatura própria de um laranja à Prefeitura. Terá a função arranhar a imagem de Rui.
Ou pode negociar cargos com o tucano.
Como o efeito Lula pós-Lava Jato chegará a Alagoas? Por enquanto, todas as lideranças políticas, menos o PT (e ainda assim um pedaço dele) saem em defesa do ex-presidente.
À medida que a janela da infidelidade permanece aberta; a crise política avança no Palácio do Planalto; e o calendário eleitoral se desenha em torno do cenário nacional, a preparação para as urnas alagoanas vai desenhando quem é quem na disputa.
O negócio, agora, é definir o custo político (cargos) de cada liderança local.






