A viúva do motorista Luciano de Queiroz Araújo, que morreu no acidente neste domingo na Serra da Barriga, disse que o ônibus dirigido pelo marido sempre apresentava problemas e precisava ir à oficina mecânica com frequência.
“Quebrava, mangueira quebrada, o ônibus sempre estava quebrado, sempre levava rapazes à oficina”, disse a viúva em entrevista a TV Pajuçara.
A versão dela desmonta a narrativa da Prefeitura de União dos Palmares, que entregou ao Ministério Público documentos que comprovariam o bom estado de manutenção do veículo, além da documentação em dia.
Alguém está mentindo nessa história, que carrega mais um detalhe.
O caminho para a Serra da Barriga é asfaltado. Porém, antes de chegar ao platô, está em paralelepípedo.
Momentos antes do acidente, uma fonte disse ao blog que dirigiu o próprio carro 1.6 pelo mesmo percurso do ônibus- ou seja, até o platô da Serra.
“O trecho que o ônibus não conseguiu subir é a última parte antes de chegar no platô. É com paralelepípedo. Eu acho que dá até mais aderência. Mas meu carro que é 1.6, só comigo e meu filho, subiu devagar na segunda [marcha]. Imagine um ônibus com cerca de 40 pessoas dentro?”





