É nordestino. Bolsonaro destrata nordestino como um todo, mas não fala dele. É trabalhador, o Jair retira-lhe direitos e perspectivas, mas não o afeta. É contribuinte, paga impostos, e o presidente mina e extingue políticas públicas básicas, mas ele não fica aflito.
Sua identidade migrou para as altitudes mitológicas, sem alcançar o céu nem o Olimpo, rasteja em um hades preparado para ele; onde a fome na Venezuela lhe inflama as vísceras, estudantes universitários dançam nus e as feministas arrastam os pelos do corpo, sendo tudo culpa do PT.
Um caricato conhecido como bolsominion, chama a atenção pela indiferença para com as perdas históricas que a nação inteira está acumulando, como política de governo.
Um ser hediondo que consegue associar um incitador da morte à imagem de messias e espalha correntes alienantes de orações para que o governo que desestabiliza a vida de milhares consiga êxito em seus planos, todos nefastos, do ponto de vista social, cultural, econômico e humanitário.
Um subcristão que se utiliza de discursos religiosos para condenar, e deseja ver o outro sob tortura e morte por não seguir seu próprio conceito de fé,promovendo intolerâncias que se alimentam de ignorância,preconceitos e violências.
Apartado de seu próprio nome real, na condição de brasileiro condenado ao empobrecimento material, moral e espiritual, o bolsonarista vaga perdido da razão e razoabilidade; caminhando ao encontro da fome de tudo, vestido de terno e com uma imensa língua ferina despendurada, sibilante e criminosa, em discursos de ódio.
Um perdedor inconsciente, poderá ser salvo? Apenas um abismo o engolirá: a realidade. É questão de tempo e circunstância. Perder a identidade é infinitamente pior do que perder as eleições.






Uma resposta
ninguem colhe o fruto diferente do que planta. Basta esperar se a muda nao morrer antes!