Por unanimidade, o Tribunal de Justiça anulou o julgamento do assassinato de José Gonçalves da Silva Filho, o cabo
Gonçalves.
O Tribunal do Júri absolveu o ex-tenente coronel Manoel Francisco Cavalcante, que poderá sentar no banco dos réus novamente pelo crime, ano passado.
Cabo Gonçalves foi morto a tiros quando parou seu automóvel para abastecer em um posto de combustíveis na Via Expressa, em 1996.
Em julgamento o ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante, que foi acusado de contratar os matadores do cabo Gonçalves, foi absolvido por clemência, após confessar o crime e apontar os então deputados estaduais Antônio Albuquerque e João Beltrão, e o deputado federal Chico Tenório como mandantes.
O TJ/AL concordou com o Ministério Público, que alegou que a sentença foi contrária à prova dos autos, e determinou que outro julgamento seja realizado. Disse ainda que não cabia ao Conselho de Sentença perdoar judicialmente o crime, já que os requisitos previsto em lei para a tomada dessa decisão não eram preenchidos.
Cavalcante contou que a ordem para matar Gonçalves foi dada numa reunião entre os três deputados, com a presença dele, na fazenda de Antônio Albuquerque. Os três parlamentares negam o crime. O cabo Gonçalves havia acusado Cavalcante de participação em diversos crimes, supostamente encomendados pelo deputado estadual João Beltrão e outros políticos.
O irmão do ex-tenente coronel, o policial militar Marcos Antônio Cavalcante, também foi absolvido no Tribunal do Júri. Agora, cabe ao advogado de Manoel Cavalcante decidir se recorre da decisão judicial.







