Neymar vai à Copa de 2026 após forte lobby do elenco do Brasil

Neymar. Brasil x Bolívia no Estadio Mangueirão, Belém do Pará - PA, Brasil. Eliminatórias 2026. Foto:Vitor Silva/CBF

O atacante Neymar garantiu sua vaga na lista final dos 26 convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, consolidando um retorno emblemático após superar graves problemas físicos.

O craque do Santos foi chamado pelo técnico Carlo Ancelotti nos instantes finais antes do anúncio oficial, atendendo a um forte apelo coletivo liderada pelas principais referências do elenco.

O jogador deu a volta por cima na reta final da preparação e convenceu a comissão técnica de que, mesmo sem condições de atuar os 90 minutos em todas as partidas, sua qualidade técnica individual e poder de decisão são ferramentas indispensáveis para a disputa do Mundial.

O movimento dos atletas em favor do camisa 10 foi liderado pelo volante Casemiro, homem de confiança de Ancelotti e capitão da equipe.

Em declarações recentes, o meio-campista do Manchester United sugeriu publicamente que o treinador conversasse com o astro santista para desenhar um papel estratégico no torneio, argumentando que Neymar tem a capacidade única de decidir um jogo truncado em apenas 20 ou 30 minutos em campo.

A tese de que o atacante é a peça-chave para a conquista do hexacampeonato foi endossada pelo ponta Raphinha, do Barcelona, e pelo zagueiro Marquinhos, que destacaram o peso do jogador para o futebol nacional e seu forte comprometimento em dar a volta por cima para ajudar o grupo no torneio.

O apoio a Neymar uniu inclusive atletas que acabaram ficando de fora da lista final do Mundial de 2026.

O atacante Rodrygo, do Real Madrid, que foi cortado da convocação devido a uma cirurgia no joelho direito, já havia manifestado que uma eventual conquista do título não teria o mesmo significado sem a presença do ídolo em campo.

De forma ainda mais marcante, o centroavante João Pedro, do Chelsea, chegou a fazer campanha pública para dividir o gramado com o craque do Santos, em uma reviravolta que acabou culminando na sua própria ausência, já que sua vaga no setor ofensivo acabou sendo preenchida justamente pelo veterano de 34 anos.

A decisão de Ancelotti sela o ciclo de preparação do Brasil cercada de grande expectativa sobre como o craque será utilizado taticamente na competição.

Com o elenco fechado e respaldado pelo grupo de atletas, a Seleção Brasileira desembarca no Mundial apostando na mescla de uma nova geração com a experiência de Neymar, cujo papel de liderança técnica e moral passa a ser o principal trunfo do vestiário na busca pela tão sonhada sexta estrela.

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