O lançamento de Davi Davino Filho como pré-candidato ao Senado, com aval da direção nacional do Republicanos, não é exatamente uma surpresa aos mais próximos a Filho, mas pressiona o deputado federal Arthur Lira a buscar soluções, num grupo onde ele não é o único nome que desponta na concorrência pelas duas vagas ao Senado.
No grupo de JHC, Alfredo Gaspar de Mendonça também se lançou como pré-candidato ao Senado. Arthur Lira foi avisado da empreitada. O próprio prefeito de Maceió é especulado, nas eleições, para uma das vagas ou nome ao Governo – hipótese considerada remota, por ser uma votação mais cara (terá do outro lado Renan Filho com apoio da máquina estadual e federal) e abandonar, sem retorno, a Prefeitura de Maceió.
Voltando a Davi Davino Filho: o Republicanos crava que facilmente ele seria eleito a deputado federal, puxando Nivaldo Albuquerque.
Mas as pesquisas mostram que o ex-deputado estadual tem chances ao Senado. Além disso, a montagem- por Arthur Lira – de uma chapa a federal descartando Davi Davino Filho pelo Republicanos e pelo PP, partido do ex-presidente da Câmara, fez Davino Filho abrir os olhos. Ao Repórter Nordeste ele, Davino, nega desentendimentos com o ex-presidente da Câmara.
Fato, porém, é que o Republicanos e o PP dialogam em direção a duas chapas competitivas a federal e estadual.
Federal pelo Republicanos: Marx Beltrão, Mosabelle Ribeiro, Fábio Costa e Nivaldo Albuquerque.
Federal pelo PP: Alvinho Lira, Daniel Barbosa, Gunnar e Angela Garrote (vista como sem chance de ganhar, apenas para cumprir a cota de gênero).
Como se vê, no entendimento dos dois partidos, Davi Davino Filho ficou de fora, o que teria motivado o lançamento do seu nome no tabuleiro do Senado.
Todo este cenário é móvel, ou seja, só será fechado em abril, quando se encerram os prazos para mudança de partido e renúncia de mandato.





