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Operação Rejeito: Tamanho do esquema impressionou e revoltou PF

As articulações do empresário Alan Cavalcante do Nascimento, acusado de liderar organização criminosa no ramo da mineração, causaram espanto entre os policiais federais.

Antes, porém, vamos contar essa história dentro de outra história.

A PF acompanhava as atividades do grupo e do esquema desde 2020, mas a partir de 4 de abril de 2025 as investigações ganharam um novo elemento: um dos investidores de Alan foi excluído do grupo, resolveu prestar depoimento e abrir o jogo.

Disse que conheceu Alan em Arapiraca, no ano de 2012, quando ele trabalhava em uma rede de postos de gasolina, mexendo em computadores e limpando impressoras. Nesta época, segundo o depoimento, Alan não tinha dinheiro nem crédito. Só vontade de trabalhar, disse à PF.

Um dia, Alan surgiu com a ideia de trabalhar com mineração. O depoente gostou da proposta. Primeiro, tentaram na Bahia e Espírito Santo. Desistiram e escolheram Minas Gerais, usando contatos.

A coisa mudou de figura.

Um dos contatos tinha uma pequena mineradora. Através de empréstimos, mais contatos e o próprio dinheiro montaram a Fleurs Global Mineração LTDA.

O que chamou a atenção: Alan não entendia nada de mineração e nunca havia trabalhado na área.

Segundo a PF, entre 20/12/2019 a 20/12/2024, a Fleurs Global Mineração LTDA recebeu R$ 23,1 milhões e outros R$ 87 milhões da ANHD Participações LTDA, empresa detentora de 100% do capital da Fleurs, também pertencente a Alan em sociedade com uma diretora administrativa financeira do grupo.

Vieram mais empresas, novos sócios, formas diferentes de dificultar o rastreamento do dinheiro.

E os federais ficaram impressionados: “expandiram exponencialmente sua atuação para novos (e inacreditáveis) projetos, com abertura de novas empresas e inclusão de novos partícipes”.

Ao mesmo tempo, a PF expressa revolta: “(…) oitivas e informações periciais evidenciaram um triste e revoltante cenário probatório” onde “escancara-se a ignomínia e absoluta falta de caráter do grupo criminoso” que “se organizaram para montar estrutura profissional do crime em Minas Gerais” pagando propina e organizando fraudes “a projetos ambientais ambiciosos, em franco prejuízo ao meio ambiente”.

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