O Governo discute com a direção da Braskem a transferência da unidade de cloro e soda em Maceió (no Pontal da Barra) para o polo industrial de Marechal Deodoro.
A ideia é evitar um tombo nas contas estaduais com a desativação da fábrica que acontecerá em janeiro de 2026, conforme adiantou com exclusividade o Repórter Nordeste neste sábado, 9/8.
O assunto preocupa a ALGÁS, empresa de economia mista cujo maior acionista é o Governo (58,12%). Tanto a unidade de cloro e sódio da Braskem no Pontal da Barra quanto a unidade de PVC de Marechal (inaugurada em 2012) representam os maiores clientes industriais da ALGÁS- 72,1% das vendas realizadas, em números de 2023.
Sozinha, a fábrica no Pontal da Barra ocupa 29,2% das vendas para clientes industriais da ALGÁS.
O senador Renan Calheiros, maior fiador do governo Paulo Dantas, defende a desativação da fábrica no Pontal da Barra, mas não a saída da Braskem de Alagoas.
Ao mesmo tempo, desde o afundamento do solo em bairros de Maceió, provocado pela empresa após décadas de exploração indiscriminada de sal-gema, que a Braskem desativou a exploração das minas. Também a direção da empresa disse que não vai trabalhar mais com mineração.





