A troca de comando do Governo até o próximo dia 14 de agosto abre uma chance de negociação com os professores da rede pública estadual, em greve desde 1 de julho e os salários sendo descontados desde 1 de agosto, por decisão de Paulo Dantas.
Dantas viajou a Londres. Passou o Governo para o vice Ronaldo Lessa, mais próximo do Sinteal, o sindicato dos trabalhadores da educação.
Lessa está em Brasília nesta terça, 5 de agosto. Participa da reunião dos governadores com o presidente Lula sobre os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos- como souberam antes os leitores do Repórter Nordeste.
Voltando a Alagoas, a expectativa geral é que Lessa sente na mesa e negocie. Para encontrar uma saída: a paralisação prejudica o salário do professor; o aprendizado dos alunos que também frequentam as escolas pela merenda e; a prova do Saeb, a avaliação do Ministério da Educação programada para o final do ano mas os preparativos já estão sendo feitos desde o final do semestre passado.
Não existe plano B no Governo: a ideia é cortar o ponto, pressionando os professores a decretarem o final da greve.
Lógico: não é solução, mas vingança.
Falta um ano e dois meses para o primeiro turno das eleições. Renan Filho é tratado como o sucessor de Dantas. Ignorar este cenário é uma manobra arriscada demais.
A pergunta é: Paulo Dantas sabe o que está fazendo? A crença é que sim. Será?





