Mudança nas palavras vitimizam ou condenam:
– Terroristas/golpistas viraram “velhinhos com a Bíblia na mão”;
– Perdão a criminosos se transformou em anistia;
– Defesa de torturadores e assassinos agora é patriotismo.
Em 2016, setores da sociedade apoiavam o projeto antiterror- direcionado para os movimentos sociais de luta pela terra.
Mas os golpistas não podem ser tratados como terroristas.
Em 2022, estes psicopatas puseram os próprios filhos como escudos humanos na principal avenida de Maceió. Ou seja: na linha de tiro da polícia, caso as forças de segurança agissem para a retirada dos criminosos da frente dos quartéis.
Todos os conselheiros tutelares em Maceió silenciaram porque, afinal, as famílias agiam em defesa da democracia.
Nenhuma instituição reagiu. E como não reagiu, foram conviventes.
Basta mudar as palavras, transformar sinônimos em antônimos. A mão que bate, acaricia; as mãos de Nero destruíram Roma, as de Jesus curaram.
É o sentido quem aponta os rumos das coisas.
Portanto, naquele 8 de janeiro tivemos golpistas/terroristas querendo solapar a República, ganhar o poder de destruir opositores e trazer Jair Bolsonaro se volta ao Brasil num projeto falsamente patriótico e democrático.
Criminosos são criminosos, assim como bandidos são bandidos.
A diferença é que, se a Lei de Talião estivesse em vigor, todos estariam mortos, sem defesa.
Nem estão mortos, todos podem se defender. E ainda bem.





