Sem a decisão da Justiça, dois pacientes em Alagoas não teriam o atendimento via SUS para tratamento de câncer.
E estamos falando de um princípio constitucional.
Os dois casos se referem à Santa Casa de Misericórdia de Maceió, que alega não ter mais vagas para atender novos pacientes.
Mas, se existe uma rede SUS de oncologia, por que estes pacientes não são transferidos para outros lugares?
Eis a questão. Vamos resumir as duas histórias:
- O juiz Braga Neto determinou que um homem de São Miguel dos Milagres seja atendido com urgência neste carnaval. E ameaça sequestrar dinheiro do Estado para garantir a sobrevivência do paciente. O magistrado atende a um pedido da Defensoria Pública Estadual;
- Também o juiz Braga Neto determinou a transferência para uma unidade especializada- neste caso a Santa Casa- de um homem internado no Hospital Geral do Estado desde 15 de janeiro: “A MÉDICA ENFATIZOU QUE O ASSISTIDO NECESSITA DE ABORDAGEM ESPECIALIZADA COM A MÁXIMA BREVIDADE, SENDO IMPRESCINDÍVEL A TRANSFERÊNCIA IMEDIATA PARA INICIAR O TRATAMENTO EM REGIME DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR DE URGÊNCIA”, explica a Defensoria Pública Estadual, texto em caixa alta da própria instituição.
É preciso o fim da farsa e mais ação. Não se sabe quantos pacientes morrem nestas condições, em demorada esperada (que parece proposital) para começar a tratar um câncer. Mas até quando casos assim vão se repetir?





