Liderança do PT e à frente da Igreja Batista do Pinheiro, pastor Wellington associa a queda de popularidade do Governo Lula (PT) à “falta de uma agenda clara”. Situação ligada à posição do governo, em relação ao Congresso “um dos mais conservadores que a gente teve até então”, além da semeadura do ódio, buscando qualquer deslize da gestão.
“Eu vi um analista na Globo News falando que o governo tem um problema político, um problema econômico, certo? E, de certa forma, uma falta de uma agenda, vamos chamar, uma agenda clara, até por se encontrar refém do Congresso, que lamentavelmente não é clichê, mas é um dos mais conservadores que a gente teve até hoje. Então, dito isso, eu acredito [que existe ] sim um ódio, entre aspas, deliberado da grande mídia, do mercado, que de parte grande hoje dessa população, vamos chamar evangélica, conservadora, ligada à extrema direita, que fica alimentando qualquer derrapada do governo para ampliar essa rejeição”.
Porém, segundo o pastor, é também preciso fazer o que ele chama de autocrítica. O preço dos alimentos, por exemplo, afasta a popularidade de Lula.
“Nós temos dois anos pela frente e o governo precisa definitivamente, principalmente, atacar os preços dos alimentos. Porque aí que mora a grande questão. A maioria do povo brasileiro não está preocupado com macro, política, a maioria do povo brasileiro está preocupada em comer, certo? Em comer. É isso que o povo brasileiro precisa e o governo que se elege com um discurso de ser um governo focado no bem-estar da maioria do povo empobrecido do Brasil precisa trabalhar de forma ardente para que essa conquista chegue até a mesa do povo brasileiro. Agora, repito, há um ódio deliberado do mercado, da grande mídia, mas a gente não pode se ancorar apenas nisso e fazer de conta que não, o governo vai bem e não tem motivo para isso”.





