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Ministro Barroso sonha com o rabo balançando o cachorro

O presidente do STF e do CNJ, ministro Roberto Barroso, reclama da judicialização da saúde do Brasil.

Declara que este ano são 483 mil ações. Em setembro, 800 mil processos pendentes de julgamento.

Os números só crescem. No ano de 2020? 21 mil ações por mês. Em 2024? 61 mil.

Em época eleitoral, todas as pesquisas apontam que a principal reclamação do brasileiro é a ausência de saúde.

Uma mulher procurou a justiça para conseguir, via SUS, fraldas geriátricas para a mãe, acamada.

“Mas a fralda é tão barata. Por que ela não compra?” Porque o Estado também paga plano de saúde para conselheiro do Tribunal de Contas. E quem reclama?

Por que uns devem ter direito e outros, não?

Uma senhora paga todos os meses o plano de saúde, que nunca tem médico disponível. Ela teme ficar sem atendimento nos hospitais públicos. E prefere pagar médicos particulares, também bancando um plano de saúde que se faz de inútil.

Como não judicializar esta situação?

Um homem definhava em casa com feridas nas pernas e risco de amputação. A custo, conseguiu ser atendido no hospital público, que insistia em lhe dar alta e a equipe recuar todos os dias. Porque o paciente não tinha forças nem para aguentar a dor nem para sentar na cadeira de rodas.

Não há notícias de um presidente do STF visitando um hospital público. Nem ouvindo pacientes nem trabalhadores. Pois os privilégios são cirúrgicos: transferem o olhar do horizonte ao umbigo.

E quando é assim, o homem usa apenas sua experiência pessoal para julgar a ordem e as coisas do mundo.

Isso gera a crença num mundo mágico. O povo sem dinheiro para pão, mas comprando brioches, criando rabos abanando cachorros.

Lógica dos ilógicos, mentalidades enfeitiçadas. Ou simplesmente: cada um por si.

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