O relatório da Polícia Federal que aponta Jair Bolsonaro como líder de organização criminosa põe em cena o presidente da Câmara Arthur Lira.
Lira é citado em conversa entre o general Mario Fernandes e Velame, identificado como o coronel Reginaldo Vieira de Abreu.
O general reclama que mandou o pessoal para a casa de Bolsonaro. Ele não apareceu. Fala que mandou o pessoal para a casa de Lira.
A PF contextualiza: o pessoal citado são os kids pretos. Eles estavam divididos quanto a execução do plano de golpe.
Mas, por que este pessoal iria para a casa de Arthur Lira? O relatório não fala sobre isso.
Diz o documento que esta conversa aconteceu no dia 19/12/2022. Lira foi citado na conversa às 9:15 da noite.
Horas antes, o presidente da Câmara se reunia com líderes dos partidos para discutir a decisão do STF de tornar inconstitucional o orçamento secreto.
Para evitar ruídos – apesar de discordar da decisão – fez circular uma frase : “a Câmara continuará a trabalhar pela estabilidade do país”. Um dia depois, 20/12/2022, Lira anunciou que colocaria em pauta a PEC da Transição. Por si só este já era o indicativo que o jogo estava definido: Lula assumiria o governo em 1//1/2023.






