“E poderia ser diferente?” Lógico que sim!
Bastaria ao prefeito apresentar, bem antes, um plano para construir creches. E neste ano eleitoral veria os prédios serem inaugurados, como uma ação de governo que nenhum outro prefeito resolveu encarar como um propósito real, factível.
João Campos, prefeito de Recife, dobrou a quantidade de vagas em creches.
Segundo contagem da Prefeitura de Maceió, no início da gestão eram 9 mil vagas. Hoje, 11.200.
Pouco para uma administração com um PIX de R$ 1,7 bilhão da Braskem.
E então? O prefeito escolheu assistir ao Ministério Público Estadual entrar com uma ação na Justiça mês passado, para apresentar “ações de expansão e redimensionamento de vagas no prazo de 60 dias”, segundo informa o MP.
A ação é assinada pelos promotores Gustavo Arns e Lucas Sachsida.
Então, de última hora, a equipe inventou o programa Gigantinhos: a construção de 10 novas creches na capital, oferecendo 10 mil vagas, metade delas até abril.
Veja: a partir deste sábado, 9 de março, faltarão 52 dias até 30 de abril. Jota terá de arrumar 5 mil vagas (96 por dia) em creches que nem existem.
E o calheirismo morde os calcanhares da gestão municipal…
Se o objetivo foi se livrar dos olhos do MP, o prefeito caiu na armadilha do ano eleitoral. Com os prazos curtos e os impedimentos da legislação, a manobra num orçamento engessado pode dar errado.
A conferir.





