Dizem os jornais que Lula evita uma solução do Governo Federal para o caso Braskem em Alagoas por crer que a responsabilidade é da empresa.
Mas uma das sócias da Braskem é a Petrobras. E o governo é quem manda na Petrobras. Ou seja: Lula.
O presidente da República pode, sim, usar sua influência para que a estatal negocie, com os demais acionistas da Braskem, soluções rápidas e justas para as vítimas da mineração.
Porque isto está escrito no Código de Conduta Ética da Petrobras:

Só que a reunião realizada ontem, em Brasília, envolvendo os cabeças da política local nem se discutiu caminhos para os atuais e futuros desalojados nas áreas incluídas no Mapa de Risco da mineração nem se falou em uma mudança de atitude da acionista Petrobras junto a Braskem.
Lula conseguiu adiar, no Senado, a convocação de instalação da CPI da Braskem. Seria ontem, dia da reunião com os políticos alagoanos, e foi reagendada para esta quarta.
É preciso, amigo leitor, falarmos sobre este assunto: Lula está ignorando um diálogo franco e aberto sobre o caso Maceió.
Em setembro do ano passado, Lula- então candidato presidencial- criticou a Vale pela demora em pagar as indenizações aos atingidos pelo desastre de Brumadinho.
Por iniciativa de Lula, o governo federal agiu para socorrer a população vítima de queimadas na Amazônia.
Por que, então, Maceió está fora deste cordão de solidariedade? Por que a capital alagoana foi a única do Nordeste a dar mais votos a Bolsonaro que Lula? Por que o eleitorado alagoano representa apenas 1% no amplo contexto nacional?
Se Lula depende da união das forças políticas locais para o caso Braskem, está usando uma justificativa estranha e original. Afinal, Lula dividiu o palco com o governador Tarcisio, de São Paulo, na tragédia das chuvas registradas em fevereiro.
E no final de setembro lá estava o presidente da República ao lado do governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, para enfrentar- também- a tragédia das chuvas.
Se até a guerra em Israel entusiasma Lula em busca de soluções em direção à paz, por que a questão ambiental na capital alagoana, a pouco mais de 2 horas de avião de Brasília, não merece ganhar prioridade?





