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As línguas de quem trabalha nos sinais de trânsito

Alexandre Cavalcante Silva

Malabares e artesãos falam outras línguas. Usam a arte para serem compreendidos. Eles moram nas ruas de Maceió. Estão nos sinais de trânsito. Sandra Montoia é uma delas. Saiu de casa aos 16 anos de Boadilla / Del Monte, Madrid, na Espanha. “Queria cuidar do próprio nariz”, diz. Veio para o Brasil onde existem raízes familiares.

Hoje, aos 19, é malabarista e artesã. Está por aí, nos sinais de trânsito. “De preferência os vermelhos”, brinca.

O quê torna melhor o trabalho nos sinais? “Quando tem água e banheiro por perto”.

“Gosto de trabalhar nas ruas, o maior incômodo é o assédio sexual”, disse Sandra, que já foi chamada de garota de programa.

Ela é casada com Brian Leonardo Tomaz, de 26 anos.”Trabalho com malabares, mas costumo dizer que meu negócio são pessoas”.

Autodidata, ele faz apresentações em semáfaros. Aprendeu o ofício com companheiros e amigos. Sua saída de casa para as ruas foi bem recebida pela família que é da cidade de San Justo, em Buenos Aires, Argentina.

Consegue o suficiente para viver e vivenciar suas experiências de viagens e conviver com os seus amigos da casa que divide com Sandra Montoia.

Ele se sente realizado. Mas, podia trabalhar melhor se houvesse faixas de pedestres mais bem sinalizadas.

SOBRE O AUTOR

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