G1
O suspeito do assassinato do advogado criminalista Leandro Balcone, de 35 anos, no fim da manhã desta terça-feira (22) em Guarulhos, na Grande São Paulo, marcou um horário para ser atendido no escritório da vítima. Uma testemunha, que abriu a porta para o suspeito, disse à polícia que reconheceu o homem flagrado pelas imagens das câmeras de segurança.
“Foi agendado um horário, ele tinha uma reunião que teria sido adiada e marcada para ontem às 11h. A gente entregou todos os documentos, celular e o notebook à polícia que constavam algumas conversas sobre esse assunto”, afirmou o promotor de eventos e amigo da vítima Lucas Bricker. Segundo ele, o criminoso teria se identificado como um suposto cliente que precisava de um suporte do advogado e teria marcado o encontro através do celular.
O advogado foi morto após levar 12 tiros de uma pistola 380. Inicialmente, a informação é que a vítima teria sido atingida por facadas e depois arma de fogo. No entanto, a perícia descarta essa hipótese e disse que os ferimentos são compatíveis com tiros à queima roupa.
Segundo testemunhas, a ação do criminoso durou poucos segundos. “Foi muito rápido, eu estava também no local. Foram apenas os disparos e ele fugiu rapidamente, não deu tempo de ver, só vimos a fisionomia de uma pessoa correndo”, afirmou o promotor, que trabalha no escritório ao lado. “Foi rápido, em torno de 50 segundos, um minuto”.
A mãe do advogado também estava no escritório no momento do crime visitando um familiar que trabalha no local. “Ela não viu nada, ela estava na parte de trás e apenas ouviu barulho”, contou Lucas.
De acordo com a perícia, ele possui um corte no pescoço compatível com uma batida na mesa na hora da queda.
Segundo a polícia, a arma do crime não foi localizada e o suspeito ainda não foi identificado. A polícia diz que o advogado não possuía arma declarada. Até o momento, cinco pessoas foram ouvidas.
Enterro
O corpo do advogado foi velado na Câmara Municipal de Guarulhos, no Centro da cidade. O enterro ocorreu por volta das 10h30 no Cemitério Primavera 1, no bairro do Taboão. O caixão estava envolto por uma bandeira do Brasil e outra da cidade de Guarulhos. Emocionados, parentes e amigos rezaram e entoaram canções durante a cerimônia.








