Uma das experiências mais intensas da vida profissional, veio da docência, principalmente com o público de ensino superior.
Em 2014 dando aula em um curso de Administração, com a Comunicação Empresarial, descobri que a maioria da turma não sabia nada sobre o ocorrido no Brasil em 64, o período no qual essa modalidade ganhou força entre os empresários.
Mas foi em uma conversa com uma aluna de Pedagogia em 2024 que ouvi a seguinte pérola: a esquerda nos fazia pensar que política era uma coisa difícil de entender. Hoje todo mundo fala de política!
Não preciso dizer em qual perfil essa aluna se encaixa, não é mesmo? Mas se precisar, é uma ufanista religiosa abraçada ao bolsonarismo.
Qual é a semelhança entre a ignorância e o pseudoconhecimento? Será melhor não saber ou pensar que sabe, sem compreender os reais mecanismos?
As duas maneiras alienam e tornam o indivíduo suscetível aos processos de manipulação político/partidária do presente instante.
Mesmo neste período abarrotado de fontes, sigo o caminho seguro da leitura exigente, que desafia a inteligência e a compreensão, para não cair em armadilhas de informações mastigadas, afinal, quem anda mastigando tais informações?
Estou no campo da visão maldita dos que gostam de tocar em livros impressos e nos exemplares que escrevi e nos que estou escrevendo não entra nada de inteligência artificial. É o meu jeitinho de gostar da escrita, do estudo, do desenvolvimento crítico e analítico, me fazendo brasileira com consciência política.
Negar acesso ao saber e bombardear a sociedade com informações mentirosas são recursos de dominação autoritária, geralmente ligada a projetos de sociedade desigual, injusto e violento.
Não buscar o fácil na internet é um modus operandi revolucionário.





