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Violência contra mulher lidera prisões em Alagoas

A Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) registrou 6.234 prisões entre janeiro e setembro de 2025. O número representa um aumento de 18% em relação às 5.281 prisões do mesmo período em 2024

A violência contra a mulher aparece em primeiro lugar no volume total de prisões, somando 1.324 capturas em 2025 (contra 938 em 2024). Outros crimes com alta frequência são: tráfico de drogas (920 casos), cumprimento de mandado judicial (703) e embriaguez ao volante (311). O crime de ameaça cresceu 50,9% em frequência percentual nos dois anos.

Detalhes da Ação Policial
A média mensal de prisões subiu de 586 para 692. O crescimento ocorreu em todos os meses de 2025, com picos em agosto, junho e julho. As prisões aumentaram mais nas quintas-feiras (31%) e sextas-feiras (25%), concentrando-se no turno da noite.

O comando da PM-AL atribui os resultados à presença do patrulhamento, com foco na abordagem a pessoas e veículos, e a operações mantidas na capital e no interior.

Interior e Resposta Imediata
Municípios do interior registraram crescimento elevado. Palmeira dos Índios, Rio Largo e Arapiraca tiveram aumento superior a 50% nas prisões. A Região Agreste (CPRA) apresentou a maior variação (40%). Maceió permanece na liderança no número total de capturas.

A PM-AL trata o crime de ameaça como um sinal de risco iminente, que pode evoluir para agressões ou homicídios. A intervenção policial antecipada visa neutralizar riscos. A Lei Maria da Penha, fortalecida pela Lei nº 14.994/24, agora permite que a prisão por ameaça em contexto doméstico seja mantida sem a manifestação da vítima em prosseguir com a acusação.

A atuação da Patrulha Maria da Penha (PMP) e o uso do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) permitem uma resposta rápida. O aumento das prisões é interpretado como maior eficiência operacional e aperfeiçoamento do sistema de resposta, e não apenas crescimento da criminalidade.

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