O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) montou o seu bunker de campanha neste final de semana, em Santana do Ipanema. Ele viaja neste final de semana.
Ele tem duas missões: primeira, acompanhar pessoalmente os investimentos dos recursos contra a seca. Vilela sabe que alguns prefeitos da região nem entregam os caminhões-pipa aos atingidos pela pior estiagem dos últimos 40 anos.
A outra missão é eleitoral: dar respostas ao senador Fernando Collor (PTB). Alguns argumentos de Collor são verdadeiros: há atraso na aplicação dos R$ 10 milhões contra a seca. O dinheiro chegou em agosto, via Ministério da Integração Nacional.
Collor sabe que Vilela só age sob pressão. Foi assim com o Plano Brasil Mais Seguro, quando o governador viajou a Brasília enquanto manifestantes faziam uma passeata pelas ruas cobrando o fim da impunidade. Era o rastro do assassinato do médico Antônio Vasco.
A ação governamental sempre foi lenta porque não se tinha- até alguns meses atrás- uma voz de oposição capaz de desfragmentar o Executivo.
Collor é uma voz isolada, mas faz coro com alguns setores: ao falar que os índices de violência não retiraram do alagoano a sensação de insegurança, Collor encontra eco no cidadão mais comum, com dificuldades de registrar um simples Boletim de Ocorrência.
Sobre as escolas aos pedaços, nem o próprio secretário Adriano Soares- ele é o que mais enfrenta a artilharia colorida- consegue negar para sempre o assunto. O próprio senador Benedito de Lira (PP) faz críticas abertas a Soares.
A dificuldade da oposição é a falta de unidade. Um defeito que vai sendo corrigido.
Já a dificuldade do Governo é a demora na execução. Desde o início.