Com o PSDB em crise, o partido começa a cogitar nomes para emplacar o candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo, José Serra, à Presidência da República em 2014, com o objetivo de neutralizar o senador Aécio Neves (MG).
Por isso, a estratégia dos tucanos é evitar que a presidência nacional do PSDB fique sob a influência de Aécio. E um dos nomes cotados é o do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). O deputado federal Sérgio Guerra (PE) é o atual presidente do PSDB.
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Segundo o jornal Estado de São Paulo, Vilela está na lista dos tucanos ligados a José Serra, mas com “atuação independente” na legenda.
Mas, Vilela não é o favorito. O senador Álvaro Dias (PR) está na cabeça desta lista, mas ele deveria abandonar suas pretensões de se candidatar à Presidência da República para assumir o comando do PSDB.
Em maio de 2013, a direção terá de ser renovada e Sérgio Guerra não pode mais ser reeleito. O novo ocupante do cargo terá como função preparar o partido para a eleição de 2014.
Alguns serristas chegaram a defender o nome do próprio ex-governador paulista ou de um aliado seu, como o senador Aloysio Nunes Ferreira (SP). Sabem, porém, que é grande a resistência do grupo de Aécio Neves, que defende um nome ligado ao mineiro para trabalhar alinhado a ele na corrida pela Presidência da República.
Aloysio Nunes conversou semana passada com líderes tucanos das regiões Norte e Nordeste para convencê-los a aderir ao projeto. Nos próximos meses, o senador deve procurar também aliados de Aécio Neves e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Caso o projeto dos serristas para a cúpula do PSDB seja derrotado, o grupo estuda emplacar José Serra na presidência do Instituto Teotônio Vilela, núcleo de estudos do partido, que tem orçamento de cerca de R$ 10 milhões por ano. As informações são do Estadão








