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Vereadores querem reajuste no duodécimo; JHC resiste e orçamento 2021 ‘trava’

O presidente da Câmara, Galba Neto, e o 1o secretário, Marcelo Palmeira (PSC) negociam com o prefeito João Henrique Caldas (PSB) um reajuste no duodécimo do legislativo.

JHC resiste e as discussões para a aprovação do orçamento para 2021 estão paradas nas comissões da Câmara desde outubro do ano passado.

Cálculos da Câmara, obtidos pelo blog, indicam que as despesas com os quatro novos vereadores da Casa cresceram mais R$ 6 milhões.

Galba Neto e Marcelo Palmeira solicitaram ao prefeito um reajuste entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões.

O orçamento 2021, ainda sem data para aprovação, prevê R$ 68,7 milhões.

Com o acréscimo proposto subiria para R$ 72,7 milhões ou R$ 73,7 milhões.

JHC, por sua vez, resiste e tem dito que os vereadores da mesa diretora mais a bancada do prefeito ganham, por mês, R$ 20 mil brutos, através de cargos comissionados distribuídos pelo executivo municipal.

O secretário de Governo, Francisco Sales, que é vereador mas está afastado das funções por ter assumido cargo no Executivo, foi chamado pelos legisladores mirins para negociar, com JHC.

Os entendimentos, porém, parecem longe do fim.

Além dos cargos de indicação dos vereadores, JHC repete que aumentar o duodécimo numa pandemia “está longe do bom senso”.

Um aliado do prefeito disse ao blog que JHC herdou rombo superior a 300 milhões de reais.

“E estamos em uma pandemia. O Rui (Palmeira, antecessor de JHC) nos deixou problemas até na Previdência”, disse este aliado. “E aumentar agora um duodécimo?”

Ano passado, os vereadores de Maceió aprovaram projeto de lei de Rui Palmeira suspendeu o recolhimento das contribuições previdenciárias patronais devidas pelo Município de Maceió e não pagas ao Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Maceió (IPREV) até dezembro de 2020.

Isso porque o então prefeito alegava que as verbas do município estavam prioritariamente voltadas às ações de combate ao coronavírus.

E manter os repasses poderia prejudicar a contabilidade da Prefeitura.

Mas, foi formada uma dívida com servidores que no futuro se aposentarão. Dívida desde janeiro assumida por JHC.

 

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