Ao denunciar à Polícia Militar que a sede administrativa da Associação Pestalozzi de Maceió, no bairro do Poço, foi arrombada na madrugada desta segunda-feira, a presidente da entidade, Tereza Amaral ouviu, dos militares, o inusitado:
“A senhora devia ligar para o governador. E se tivesse aqui um parente do governador ia ouvir do mesmo jeito, que a culpa é de quem não realiza concursos. Vocês tem que contratar segurança particular”.
O relato foi dado a vereadora Tereza Nelma (PSDB). Segundo ela, uma guarnição da Polícia Militar esteve no local, pouco depois das 10 horas, com um oficial e dois soldados.
A Pestalozzi tem os serviços da Servipa, mas o alarme da segurança eletrônica não disparou. Foram levados três computadores, cartão de crédito, cheques de doações e vidros de uma janela e uma porta foram quebrados.
Para entrar na sede da Pestalozzi os ladrões empurraram o ar refrigerado, que caiu danificando uma mesa, e uma impressora jato de tinta.
“Se a própria PM manda a gente reclamar com o governador, o que podemos fazer?”, pergunta a presidenta da Pestalozzi, a psicóloga Tereza Amaral.
Esse é o terceiro assalto a uma unidade da Peslalozzi, nos últimos três anos.








