
O Governo traçou o destino do Produban.
Vai vendê-lo até o mês de maio ou junho, disse ao blog o secretário da Fazenda, George Santoro.
E vai sendo virada uma página que promete ser esquecida.
Quem faliu o banco estatal?
Diz relatório da CPI do Produban, do final da década de 90: uma parte desta responsabilidade está com o setor sucroalcooleiro.
Mas o relatório teve a divulgação proibida na época.
E quem faliu sequer foi responsabilizado.
Nem pagou as dívidas.
O banco foi fechado depois do Governo Divaldo Suruagy prometer socorro.
Os funcionários aderiram ao Programa de Demissão Voluntária.
A fortuna que estava em poder do Produban foi leiloada: eram mansões, apartamentos de luxo, terras de grandes extensões- tudo dado como garantia para o pagamento de débitos.
Hoje, a Fundação Getúlio Vargas faz uma avaliação da massa em liquidação do Produban.
Um cálculo antigo dizia que ela custaria R$ 75 milhões.
A venda será em um leilão na bolsa de mercadorias e futuros em São Paulo.
O governador Renan Filho promete o máximo de transparência na negociação e claro quer os olhares nacionais em cima de Alagoas.
É uma forma inteligente de capitalizar pontos positivos na administração.
Só que o passado também promete ser enterrado.
Quem faliu o Produban?
Quando o martelo da bolsa de valores bater na mesa anunciando quem comprou o que sobrou do banco estatal, muita gente respirará aliviada.