O fim da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), sob preparativos para futuro leilão, ainda engaja pouco os partidos e a classe política. É uma bandeira que se restringe ao PT, ao Sindicato dos Urbanitarios ou até mesmo ao vice-governador Ronaldo Lessa, que já criticava a privatização da água bem antes, na gestão Dantas.
O fim da Casal como conhecemos é também o primeiro passo para a privatização – futura – do Canal do Sertão. Num estado tão pobre como Alagoas e uma minoria nadando em privilégios, isso é sintomático. Afinal, os leilões da água não significaram melhora dos serviços, principalmente no interior. Também é garantia da permanência da indústria da seca.
Fora da campanha eleitoral e sem propostas alternativas dos candidatos a alguma coisa, a privatização renderia um debate interessante se mais personagens propusessem caminhos de acesso universal à água, afinal um direito de todos. Não existe essa disposição nem impedimentos do privatismo radical.







