O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (25) que a minuta de pedido de asilo político à Argentina, encontrada pela Polícia Federal no celular do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi enviada ao político por uma pessoa não identificada. Costa Neto, que participava de um evento em São Paulo, disse saber quem enviou o documento, mas se recusou a revelar o nome.
Segundo ele, Bolsonaro nunca teve a intenção de pedir asilo, e o documento foi recebido sem seu conhecimento. “Mandaram para ele no celular. Não foi ele, porque ele nunca quis ir para lá e, se ele for para lá, ele não precisa pedir asilo, é só atravessar um rio que o Milei vai falar: ‘Bolsonaro!’”, declarou Valdemar, fazendo referência ao presidente argentino Javier Milei.
A minuta do pedido de asilo, que acusa o governo brasileiro de perseguição política, foi um dos elementos que levaram a Polícia Federal a indiciar Bolsonaro na semana passada. O documento, datado de fevereiro de 2024, foi salvo no celular do ex-presidente dias após ele ser alvo de uma operação da PF em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
Durante seu discurso, Valdemar Costa Neto comparou Jair Bolsonaro a Che Guevara, afirmando que a perseguição política estaria transformando o ex-presidente em uma figura de grande prestígio, assim como ocorreu com o revolucionário cubano em relação a Fidel Castro. A menção a Bolsonaro também marcou as falas de outros políticos no evento, como o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que evitou citar o nome de seu padrinho político.
O indiciamento de Bolsonaro, juntamente com seu filho Eduardo Bolsonaro, ocorreu no âmbito das investigações que apuram uma suposta tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. Eles são acusados de crimes como coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.








