O discurso do senador eleito Renan Filho abaixo da janela do apartamento de João Caldas, temperado de provocações e adjetivos, era o de alguém que carrega uma assombração: os eleitores de Maceió rejeitam os Calheiros.
Não foi diferente este ano, apesar dos dois mandatos seguidos de Renan Filho no governo e a boa votação ao Senado.
Daqui a dois anos, JHC disputa a reeleição. E segue favorito não apenas por comandar a máquina. Também por ainda não existir um nome da oposição com capacidade de lhe retirar votos.
Rodrigo Cunha venceu Paulo Dantas nas urnas da capital no 2o turno. Perdeu no 1o. Mérito também de JHC mas também da Polícia Federal e do STJ: a operação que investiga corrupção na Assembleia Legislativa e que mirou o governador no 2o turno jogou estilhaços na campanha.
Paulo Dantas ainda carregava os Calheiros pela capital. A resposta veio nas urnas.
Alguém da Assembleia ou do Palácio será escalado para enfrentar o prefeito, o problema é quem estará disposto a herdar o peso da rejeição ou dizer não para os dois Renans.





