A união do presidente da Câmara Arthur Lira (PP) e do prefeito de Maceió JHC (PL) faz parte de um plano para a reeleição do prefeito mas também mira o Governo em 2026. Jota é filiado a um partido onde quem manda, em Alagoas, é Lira; o prefeito tem fortíssimo apoio de setores com visões mais conservadoras, de interpretação mais literal do Antigo Testamento bíblico.
JHC é bastante popular nas redes sociais. O calendário festivo montado pela Prefeitura no verão foi um sucesso de público e interações, além de lotar hoteis, pousadas e restaurantes principalmente os da orla de Maceió.
Mas Jota não tem prefeitos suficientes para se eleger governador. O prefeito Luciano Barbosa (Arapiraca) está nesta lista, além de Fernando Lira (Maragogi) e as cidades no bolso da família Pereira, os primos ainda mais ricos de Arthur Lira. Mesmo assim, o MDB, dos Calheiros, quer alcançar 80 prefeituras e fechar uma eleição casada: quem tiver o senador Renan Calheiros e o ministro dos Transportes Renan Filho no palanque em 2023 terá de suar a camisa por votos para o nome calheirista na sucessão do governador Paulo Dantas (MDB), que não poderá disputar a reeleição, isso em 2026.
Apesar de poderoso em Brasília, Arthur Lira teve votação de vereador provinciano na capital. Ele ganha muito mais que o prefeito na união de ambos. Mas promete atrair recursos federais para a área onde seus dedos tocarem.
Em troca, o ex-deputado Davi Davino Filho (PP) deve ser alçado à posição de vice-prefeito, nas próximas eleições. O que incomoda o presidente da Câmara Galba Netto (MDB), atual vice e que briga, a todo custo, pela vaga.
Netto tenta repetir o feito do pai, Galba Novaes, quando ele foi candidato a vice-governador de Fernando Collor nas eleições de 2010. O avô, o pai e o filho assumiram interinamente a Prefeitura de Maceió, em épocas diferentes.
Já Davi Davino Filho foi candidato a prefeito de Maceió em 2020. Ficou em 3o. Disputou o Senado Federal. Ficou em 2o mas foi o mais votado na capital. O ex-governador Renan Filho ganhou o posto.




