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Uma geração contra direitos sociais cresce no Brasil

São os brotos juvenis nestes emaranhados fascistas e fundamentalistas os causadores desta sensação de profundo pesar que chego a sentir por esta sociedade afetada, em combustão interna, que foi provocada e está sendo mantida pelo presidente e seus asseclas.

Eles nem completaram uma década de existência e já se posicionam contrários aos direitos sociais!

Não sabem, por obviedade da formação e tempo cronológico, mas acreditam que sabem sim, e condenam uma lista enorme de direitos que nossos ancestrais conquistaram em lutas memoráveis, enquanto repetem chavões como papagaios treinados.

O exército do “politicamente incorreto” segue exemplos de pais e líderes religiosos, fazem vídeos recheados de violências verbais e se manifestam na internet no louvor a uma sociedade excludente, punitiva, onde só cabe iguais a eles.

O efeito “hecatombe civilizatória” não está apenas no entorno de Bolsonaro, embrenhou-se pelos rincões e metrópoles, e levará muitos anos para ser contido. Estes rostos juvenis parecem ter perdido o encanto do existir, e se contorcem ao falar ameaçadoramente.

Nunca precisamos tanto de ambientes educacionais saudáveis, heterogêneos e firmes na linguagem humanitária. Mas são as escolas militarizadas que recebem os estímulos do presidente, que por sua vez, entre aberrações midiáticas dia sim e dia sim também, vai consolidando seu projeto de país de maneira meteórica.

Esse quadro social desditoso foi cozinhado a fogo brando com a ascensão do evangelismo subcristão, e outras correntes arcaicas e fundamentalistas, que apostaram em conjunto no ogro Jair Bolsonaro, que a serviço dos deuses infernais do capitalismo mais primário, coordena a derrocada dos ideais de humanidade que brotavam em nosso chão.

Contudo, este futuro composto por tantos pré-adolescentes antiquados, raivosos e inimigos do ativismo social, abre um ponto de estupefação com relação ao amanhã.

Eles não pouparam nem mesmo as crianças. A toxidade fascista escorre pelas veias do Brasil.

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